Interessante o post de Jonah Lehrer intitulado “Does preschool matter?” publicado no site Wired.com. Apoiando-se nos trabalhos de pesquisadores das áreas da economia e da psicologia, o texto evidencia porque a educação infantil importa, e muito, para alavancar as chances das crianças se tornarem adultos bem-sucedidos social e profissionalmente.

Em síntese, James Heckam, que foi agraciado com um Nobel em economia pelos métodos que desenvolveu para estudar programas sociais e de educação, acompanhou por décadas a trajetória familiar, social e profissional de 123 pessoas vindas de famílias pobres afro-americanas que, aos três anos de idade, foram divididas em dois grupos: um que frequentou a escola durante os anos de educação infantil e outro que não o fez. Os resultados mais recentes indicam que, aos 40 anos de idade, os adultos do primeiro grupo tiveram melhores notas ao longo da vida e são menos dependentes de programas sociais.

Os trabalhos de Elliot Tucker-Drob na área da psicologia, por sua vez, buscaram avaliar e mensurar a influência da genética e do ambiente familiar sobre o desenvolvimento cognitivo das crianças. Observou-se que fatores do ambiente familiar contaram muito para aquelas que não frequentaram a escola nos primeiros anos da infância e não contaram tanto para as que frequentaram. O ambiente de estímulos cognitivos que as crianças tiveram na escola teria sido suficiente para substituir ambientes pouco estimulantes no lar.
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Nessa trilha, um sistema de educação infantil de qualidade poderia reduzir as desigualdades das condições de aprendizado que as crianças têm em casa em função da escolaridade e da renda da família.

O livro “Aprendizagem Infantil – Uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva”, publicado em outubro de 2011 pela Academia Brasileira de Ciências, vai na linha que foi […]