Quem acompanha o noticiário é bombardeado continuamente com informações e opiniões que pareceriam apontar o iminente colapso da economia brasileira. Certamente, em meio à maior crise internacional desde a década de 1930, existem problemas reais e a economia do país está longe de seus melhores momentos. No entanto, grande parte da percepção negativa é construída com base a informações equivocadas que, contudo, se difundiram amplamente. Busca-se aqui mostrar alguns desses equívocos, de modo a evitar que turvem a visão da realidade econômica do país.

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A INFLAÇÃO está descontrolada?

NÃO, a inflação está controlada.

 

IPCA no Brasil (FHC/Lula/Dilma)

 O IPCA tem sido:
• INFERIOR ao registrado em 2011;
• INFERIOR à média do primeiro mandato de Lula; e
MUITO INFERIOR à média dos mandatos de FHC.

 Além disso, a inflação no Brasil tem se mostrado MENOR que a verificada em várias outras economias emergentes importantes.

Inflação 2

 Por outro lado, no governo Dilma, ao contrário do que ocorreu especialmente no período FHC, a inflação que reflete melhor o aumento dos preços dos bens e serviços consumidos pelos mais pobres (INPC) AUMENTOU MENOS que o IPCA.

Inflação 3

 Finalmente, nos últimos meses a inflação não só não tem disparado, como TEM CAÍDO.

 

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Os SALÁRIOS estão caindo? O DESEMPREGO aumentando?

NÃO, a situação no mercado de trabalho melhorou muito nos últimos anos, e continua favorável aos trabalhadores.

 

Rendimento médio real

 O rendimento médio do trabalho continua crescendo, atingindo níveis historicamente ELEVADOS.

 O aumento no rendimento foi relevante para TODOS os trabalhadores, tanto os dos setores público e privado como aqueles por conta própria.

Salário 2

A taxa de desemprego caiu acentuadamente e tem permanecido em níveis historicamente BAIXOS.

Salário 3

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A DÍVIDA PÚBLICA está descontrolada?

NÃO, a dívida pública está controlada.

 

Dívidas líquida e bruta

 A dívida bruta está ESTÁVEL desde 2006.
 A dívida líquida do governo (que desconta, basicamente, reservas internacionais e empréstimos aos bancos públicos), ESTÁVEL nos últimos 3 anos, é MENOR que em 2006, e MUITO MENOR que em 2002.

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A DÍVIDA EXTERNA está aumentando?

NÃO, a dívida externa está estável.

 

Dívida externa 1

 A dívida externa bruta CAIU de forma consistente até 2007, permanecendo ESTÁVEL desde então.
 A dívida líquida, que desconta as reservas internacionais (5° maior do mundo), é NEGATIVA desde 2007, quando o Brasil passou a ser credor externo líquido.
 Com menos de 12% da dívida total, a dívida externa de curto prazo do Brasil é uma das MENORES entre as das grandes economias.

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A INADIMPLÊNCIA está descontrolada?

NÃO, a inadimplência tem caído.

 

Crédito e inadimplência

 O volume de crédito em relação ao PIB, que era de cerca de 25% em 2003, CRESCEU fortemente até 2012, e marginalmente desde então, mais que duplicando em 12 anos.
 Apesar desse aumento, a taxa de inadimplência não apenas não explodiu, como tem se situado em níveis historicamente BAIXOS.

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Só o CONSUMO cresce, enquanto o INVESTIMENTO está estagnado?

NÃO, mesmo que menos do que o desejável, o investimento tem crescido mais do que o consumo.

 

Investimento

 Durante os governos Lula, o investimento cresceu MUITO MAIS que nos governos FHC.
 Mesmo com a queda no governo Dilma, cresceu MAIS que nos governos FHC.

 

Investimento 2

 Não somente o investimento tem crescido como, diferentemente do que ocorreu nos governos FHC, desde 2004, especialmente após o lançamento do PAC, o investimento cresceu MAIS que o consumo. Na verdade, podemos dizer que, ao contrário do que se fala por aí, os governos do PT promoveram mais os investimentos do que de consumo.

 

Investimento 3

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Os INVESTIDORES ESTRANGEIROS estão se afastando do país?

NÃO, o investimento estrangeiro direto permanece em níveis historicamente elevados.

 

IED 1

 O IED permanece ESTÁVEL desde 2010 em um patamar que é o DOBRO do pico anterior, no auge das privatizações no fim dos 1990’s.
A participação do Brasil no IED mundial TRIPLICOU desde 2006. Não se deve confundir investimento estrangeiro direto, que têm foco no longo prazo, com variações diárias de investidores de curto prazo na Bolsa de Valores.

IED 2