A realização da Copa do Mundo no Brasil deve ser festejada como uma conquista brasileira e um momento de celebração da genuína paixão nacional pelo futebol. Além de se tratar de um momento de congraçamento entre as nações, o torneio é uma oportunidade de o Brasil expor ao mundo o quanto alcançou nos últimos anos em termos de consolidação da democracia, melhoria das condições de vida da população e organização da economia.

Não bastasse a importância em si da confraternização ampla em torno do esporte mais popular do mundo, uma análise sóbria evidencia que o Brasil também se beneficia diretamente pela organização da Copa. Há vários efeitos positivos da realização do evento – alguns mais concretos e outros mais difusos –, todos eles confluindo para tornar o país melhor para os próprios brasileiros.

Merece destaque o efeito catalisador desse grande evento sobre o investimento em obras de infraestrutura que poderiam demorar anos para ser construídas, em especial, obras de mobilidade urbana. A realização da Copa exigiu uma mobilização nacional entre a União, Estados e municípios, além do engajamento dos Poderes Legislativo e Judiciário e do apoio do setor privado e da sociedade civil. Concretizou-se um verdadeiro esforço de união nacional para viabilizar a competição e superar as várias barreiras que existiam, alavancando de forma decisiva o desenvolvimento do país.

Essa articulação e esforço conjunto para realizar a Copa das Copas no Brasil também estiveram orientados para a realização de um grande evento para os próprios brasileiros, de modo que todos pudessem ser envolvidos nesse processo e dele se beneficiar. Nesse sentido, foram gerados 24.500 empregos somente na construção dos 6 estádios da Copa das Confederações, garantida a venda de produtos orgânicos durante os eventos e a coleta de resíduos por cooperativas de catadores, oferecida qualificação profissional aos trabalhadores envolvidos no evento e concedidos 50 mil ingressos dos jogos aos operários da construção civil que edificaram os estádios, além de várias outras medidas para assegurar que a Copa seja de todos os brasileiros.

É preciso lembrar que, no país do futebol, prevaleciam estádios de baixa qualidade técnica – não apenas no campo para os jogadores, mas principalmente nas instalações para os torcedores. Apesar da frequência elevada de brasileiros e de brasileiras aos estádios de futebol (um público total de quase seis milhões de torcedores no último Campeonato Brasileiro), as arenas eram predominantemente desconfortáveis, sujas e inseguras. Acidentes graves decorrentes da infraestrutura precária eram recorrentes, como o que provocou a morte trágica de sete torcedores em razão da queda de parte do anel superior do estádio da Fonte Nova, em Salvador, em 2007. Por conta da Copa, grandes centros urbanos do Brasil terão estádios de alta qualidade, à altura de um país que devota tanta atenção ao futebol. Parte dos estádios até hoje utilizados são legado da Copa de 1950, como o Pacaembu e até o Maracanã, que se tornou um símbolo nacional. É mais do que adequada uma renovação de nossos estádios, que, mais do que em qualquer outro país sede, serão usufruídos pelos brasileiros também depois da competição.

O evento também deverá proporcionar o incremento do turismo no Brasil, impulsionando a profissionalização do setor. Está prevista a chegada de cerca de 600 mil turistas estrangeiros durante a Copa (o dobro da África do Sul), além de 3 milhões de turistas nacionais, gerando emprego e renda. Não é à toa que nas primeiras rodadas de vendas de ingresso, a procura bateu recorde, superando todos os outros mundiais, com mais de 10 milhões de pedidos originados de 199 países. A vinda desses turistas e a estrutura que está sendo erguida reforçarão a expansão do setor depois do evento, reforçando o ciclo de crescimento.

A Embratur estima, com base em eventos anteriores realizados no Brasil, que o gasto dos turistas chegará a R$ 25 bilhões e serão gerados cerca de 700 mil empregos, permanentes ou temporários. Além disso, a realização da Copa e de outros grandes eventos a ela associados, já aqueceu o setor, cujo emprego está em alta: em novembro de 2013, o estoque total no setor turístico brasileiro chegou a 3.071.830 empregos formais, um crescimento próximo a 4,3%, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Para atender a demanda de turistas, a rede hoteleira do Brasil vem se expandindo em ritmo acelerado. Estima-se que, até 2016, o Brasil terá 422 novos empreendimentos de hospedagem. E para capacitar os trabalhadores do setor para que possam bem receber os turistas estão sendo oferecidas aulas de inglês, e outros cursos gratuitos de profissionalização pelo PRONATEC Turismo. Já foram realizadas 87.129 matrículas em cursos ofertados pelo Programa para aperfeiçoar e inserir pessoas no mercado de trabalho do turismo. Desse total, 62.389 referem-se a matrículas das 12 sedes da Copa de 2014.

Além do impacto positivo na economia que grandes eventos geralmente trazem, a Copa do Mundo no Brasil terá a especificidade de priorizar ações de inclusão social, as quais beneficiarão diferentes segmentos sociais. Serão distribuídos 50 mil ingressos gratuitamente a beneficiários do Programa Bolsa Família e representantes de povos indígenas. Além desses ingressos, os beneficiários do Bolsa Família poderão comprar entradas com descontos, conforme previsto na Lei Geral da Copa, com valores a partir de R$30,00. Dessa forma, haverá oportunidade de acesso a toda a população brasileira.

Paralelamente, a Copa do Mundo no Brasil primará pela sustentabilidade do evento. A Campanha “Copa Orgânica e Sustentável”, por exemplo, tem como objetivo o fomento à produção orgânica e agroecológica por meio da comercialização e do consumo consciente desses produtos em espaços como hotéis, pousadas, bares, restaurantes, supermercados e estádios localizados nas cidades-sede da Copa do Mundo. O Ministério do Desenvolvimento Social lançou chamada pública direcionada a empreendimentos da agricultura familiar para comercialização de seus produtos nos quiosques no Brasil Orgânico e Sustentável. A ação irá beneficiar a agricultura familiar, qualificando a oferta e ampliando a produção e o consumo dos produtos agroecológicos e orgânicos. Além disso, deixará como legado pontos permanentes de comercialização de produção orgânica nas cidades.

Ainda na agenda da sustentabilidade, estão sendo realizadas ações para promover a inclusão de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, que envolvem a coleta seletiva nos estádios e nas rotas dos torcedores. O governo federal contratará cooperativas e associações de catadores que trabalharão no entorno dos estádios e nas fan fests das 12 cidades-sede. Além disso, os catadores estão sendo capacitados para realizar a coleta durante a copa do mundo por meio do “Treinamento para a Gestão de Resíduos da Copa do Mundo da Fifa”, que oferece cursos de capacitação e aprendizagem. A iniciativa tem como objetivo estimular a conscientização e a expansão da coleta seletiva de resíduos nos moldes da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Tão importante quanto as ações sociais, infraestruturas públicas de longo prazo estão sendo montadas em todas as sedes. Não é banal o volume de investimentos em mobilidade urbana, comunicação e segurança pública. São valores despendidos em projetos que trazem retorno social e econômico e que ficarão como legado para toda a população, muitos dos quais já estão prontos. Aeroportos em todas as cidades que sediam o evento estão em obras, ou passaram por elas, com novos terminais e reforma dos antigos. O valor destinado a melhorias da infraestrutura aeroportuária está estimado em R$ 6,3 bilhões, sendo R$ 3,6 bilhões de investimentos privados, por meio das concessões dos aeroportos de Brasília, São Gonçalo do Amarante (RN), Guarulhos (SP) e Campinas (SP), e o restante com recursos públicos.

Na área de mobilidade urbana são 45 obras concluídas ou em fase de execução nas 12 cidades-sede: são 17 corredores e vias, 16 estações, terminais, Centrais de Controle de Tráfego (CCTs) e obras em entorno de arenas, dez obras de Bus Rapid Transit (BRT) e dois Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). Estão sendo investidos de R$ 8,02 bilhões em mobilidade urbana, sendo R$ 4,38 bilhões de financiamento[1] federal e 3,7 bilhões do orçamento estadual e municipal.

No campo da segurança pública, foram adquiridos equipamentos e construídas estruturas para as polícias estaduais que auxiliarão no combate à criminalidade mesmo depois do torneio. Investimentos de vulto também foram antecipados na área de comunicação: até maio de 2014, a telefonia móvel 4G estará em plena operação em todas as 12 cidades-sede, bem como em todas as capitais e Municípios com mais de 500 mil habitantes, além da expansão da rede de fibras óticas. Essas medidas em Telecom envolveram investimentos não apenas públicos, mas também privados de mais de R$ 200 milhões na implantação dessa infraestrutura.

Além dessas ações de natureza mais concreta, a Copa também ajudou a produzir mudanças institucionais no Brasil. Uma das mais destacadas delas é a criação de um novo regime de contratações públicas, o RDC, instituído inicialmente para a Copa e já estendido para outras áreas, como PAC, educação e saúde, em razão dos excelentes resultados obtidos. A economia que esse novo regime trará para os orçamentos federal, estadual e municipal é difícil de calcular, mas pode certamente ser dimensionada em bilhões ao longo dos anos. É certo que o novo regime não seria aprovado sem o impulso da Copa. As compras públicas se tornaram mais rápidas e de melhor qualidade, ajudando no médio prazo a destravar investimentos em outros setores e superando a burocracia que tantas vezes atrasou obras públicas no Brasil.

Contratações públicas antes da Copa

Contratações públicas com o RDC

Transparência e competição reduzidasPrazo médio para licitação: 285 dias

Desconto médio: 12%, podendo o valor ser elevado a partir de aditivos

Transparência e competitividade elevadasPrazo médio para licitação: 72 dias

Desconto médio: 12%, com vedação a aditivos, fixando o desconto original

Fonte: MPOG, com dados de contratações do DNIT

Além disso, foi criado um regime especial de monitoramento de obras públicas para a Copa, ajudando a consolidar a cultura de cobrar resultados e acelerar o andamento de grandes projetos de infraestrutura. Apesar de percalços aqui e acolá, a Copa das Confederações já foi realizada com êxito, os doze estádios da Copa estão sendo entregues e várias obras de infraestrutura urbana saíram do papel.

A Copa traz ainda grandes ganhos intangíveis de projeção da imagem do Brasil no exterior, ajudando-o a alçar novos voos em foros internacionais. O Brasil e os brasileiros ganham enorme visibilidade positiva com o evento, exibindo a capacidade brasileira de sediar grandes competições, expondo o caráter democrático e diversificado de nosso povo e a robustez das instituições nacionais. Esse é o tipo de influência que traz ganhos difíceis de calcular, mas perceptíveis em dimensões variadas, como a diplomacia e o comércio internacional.

No entanto, a genuína alegria da população em receber turistas do mundo inteiro para a Copa vem sendo ofuscada por uma onda de críticas ao evento, na maior parte baseada em dados falsos ou violentamente distorcidos. Vamos aos principais deles.

A crítica mais recorrente se volta ao suposto custo excessivo dos estádios, que, dizem alguns, são as arenas mais caras do mundo. O dado simplesmente não encontra amparo na realidade. Comparações internacionais simples revelam que há estádios bem mais caros em vários lugares do mundo. Para ficar em alguns exemplos, o estádio de Wembley, na Inglaterra, custou cerca de R$ 3 bilhões (£757 milhões) em 2007, mais do que o dobro do mais caro dos estádios brasileiros. O projeto de reforma do estádio do Barcelona deverá custar quase R$ 2 bilhões (€600 milhões). O estádio considerado mais caro do mundo é MetLife Stadium, de futebol americano nos Estados Unidos: ele custou R$ 3,7 bilhões (US$ 1,6 bilhão), bem mais do que os mais caros estádios brasileiros.

Estádio / Local / Ano

Custo da construção ou reforma (US$)

Custo em R$

Custo por Assento

1. MetLife Stadium (EUA, 2010)

US$ 1,6 bi

R$ 3,7 bi

R$ 47 mi

2. Yankee Stadium (EUA, 2009)

US$ 1,5 bi

R$ 3,5 bi

R$ 71 mi

3. Cowboys Stadium (EUA, 2009)

US$ 1,33 bi

R$ 3,1 bi

R$ 30 mi

4. Wembley Stadium (Inglaterra, 2007)

US$ 1,25 bi

R$ 2,9 bi

R$ 33 mi

(…)

(…)

(…)

Mané Garrincha (Brasil, DF, 2013) (mais caro estádio brasileiro)

R$ 1,4 bi

R$ 20,5 mi

Maracanã (Brasil, RJ, 2013)(segundo mais caro estádio brasileiro)

R$ 1,1 bi

R$ 14,3 mi

Fontes: http://www.totalprosports.com/2011/10/27/11-most-expensive-stadiums-in-the-world/http://www.copa2014.gov.br/pt-br/sedes/brasilia/arena; http://www.copa2014.gov.br/pt-br/sedes/riodejaneiro/arena (Taxa de câmbio utilizada entre dólar e real de 2,3)

O custo total da Copa é outra questão mal compreendida e apresentada com dados inconsistentes. É preciso definir, previamente, o que se entende como custo da Copa: apenas os estádios, ou toda a infraestrutura urbana que ficará como legado e beneficiará a população também depois do evento? O investimento total com os estádios está em R$ 8 bilhões. A quantia total aplicada na Copa está estimada em R$ 26 bilhões, que abrangem não só a parcela dos estádios, mas também outros R$ 18 bilhões em mobilidade urbana, aeroportos e portos, comunicações, segurança pública, desenvolvimento turístico, etc. O “custo total”, portanto, é na verdade parte do legado material que o evento deixará para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. São investimentos que estão sendo acelerados e antecipados graças à Copa, e não desperdício de dinheiro público.

Fala-se ainda em corrupção em larga escala nas obras da Copa. O fato inegável é que as obras da Copa estão sendo monitoradas com uma estrutura especial de fiscalização da Controladoria-Geral da União, do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público Federal, além de contar com um nível de transparência nunca antes visto em qualquer obra pública no Brasil. Foram criados diversos Portais de Transparência específicos para as obras do evento, com detalhamento amplo das informações. Foi instituída também em cada cidade-sede uma Câmara Temática de Transparência, formada por órgãos de controle e entidades da sociedade civil (como OAB e CREAs), voltada para a fiscalização minuciosa dos investimentos realizados localmente. Além de monitorar os recursos, essas medidas fortalecem no longo prazo a cultura institucional de transparência e de fiscalização.

Vale a pena também rejeitar a descabida alegação de que os gastos com a Copa estariam retirando recursos da área de saúde e de educação. A comparação com o orçamento de saúde e de educação simplesmente não faz sentido. A ordem de grandeza dos orçamentos torna a comparação risível. Vamos aos números. Os investimentos estritamente relacionados à Copa, como vimos, se limitam aos R$ 8 bilhões dos estádios (parte dos quais de origem privada), que beneficiarão os milhões de torcedores brasileiros. O governo federal apenas financiou parte deles por meio do BNDES, mas são empréstimos que precisam ser pagos de volta, com juros, e não competem com o orçamento da União para a educação e para a saúde, que cresceram bastante no período. Só o orçamento da União com educação em 2013 ficou em R$ 81 bi. Em saúde, chegou a R$ 99 bi. Como a União não desembolsou nada de seu orçamento para estádios, o placar seria zero contra R$ 180 bi. Se quisermos ser rigorosos com o governo federal e incluir o custo da equalização da taxa de juros dos empréstimos do BNDES, teríamos algo próximo a R$ 1,3 bilhão para os estádios ao longo de 15 anos de financiamento (cerca de R$ 0,1 bi por ano) contra R$ 180 bi apenas em 2013 para educação e saúde. Desde a escolha do Brasil para sediar a competição, aliás, o que se viu foi um salto impressionante dos recursos federais para esses segmentos, em valores reais: de 37 bi em 2007 para 81 bi 2013 em educação e de 65 bi a 99 bi em saúde no mesmo período.

Mas é fato que alguns Estados aplicaram recursos orçamentários estaduais na construção das arenas. Nesse caso, podemos fazer a comparação global dos valores aplicados por todas as esferas de governo (União, Estados e Municípios). Mesmo que todo o investimento em estádios fosse originado de recursos públicos – e não foi, já que parte teve origem privada –, a quantia total foi aplicada ao longo de cerca de cinco anos de construções, desde a escolha do Brasil como sede. Seria cerca de R$ 1,6 bilhão por ano (pouco mais em alguns anos, pouco menos em outros). Os gastos públicos das três esferas da federação alcançaram R$ 233 bi em educação e R$ 206 bi em saúde apenas em 2012. Trata-se de um percentual de apenas 0,36% do total. Convenhamos: a Copa não retirou recursos dessas áreas. Pelo contrário, a Copa proporcionou investimentos que estão trazendo retorno financeiro e ajudarão o Brasil no longo prazo, inclusive para obter mais recursos para saúde e educação.

Orçamentos de Educação, Saúde e Copa do Mundo

grafico-copa

Obs.: No caso da equalização da taxa de juros, foram considerados os financiamentos do BNDES de R$ 4 bilhões, e a diferença aproximada de 4,5% entre a TJLP+0,9% e a Selic. No caso de saúde, os gastos consolidados do setor público foram estimados a partir da mesma proporção verificada em 2010 entre gastos federais e gastos estaduais e municipais, com uma relação de aproximadamente 1 para 1,23. Os gastos consolidados em educação foram extraídos assumindo que em 2012, com PIB de 4,4 trilhões, se repetiu a mesma proporção de 5,3% de gastos na área em relação ao PIB verificada em 2011.

Por fim, fala-se também que foi instituída uma legislação “de exceção” no Brasil para a organização do evento, com mitos em torno de tribunais de exceção e restrição de direitos. É verdade que foi aprovada uma legislação especial denominada de Lei Geral da Copa, mas as adaptações normativas – naturais em razão da organização de um evento mundial desse porte – não tiveram toda essa magnitude e são parte do acordo para sediar o evento, adotado também em outros países. No entanto, graças à atuação do governo federal, as medidas adotadas aqui foram mais brandas do que as de outros países-sede. Infrações criminais, por exemplo, serão julgadas pelos já consagrados Juizados do Torcedor – e não por tribunais especiais, como ocorreu na África do Sul. Foi assegurada a meia entrada para idosos e estudantes e ingressos gratuitos serão conferidos a operários dos estádios, representantes de povos indígenas e beneficiários do Bolsa Família, promovendo uma Copa diversificada. Enfim, no que é essencial, a legislação e a tradição brasileira foram preservadas.

Divergências e críticas são parte indissociável de nossa vibrante democracia. Mas não se deixe levar pela campanha de desinformação sobre a Copa. Expressar insatisfação com o evento é legítimo e saudável, mas não se deve inviabilizar um torneio apoiado pela grande maioria dos brasileiros. Sediar o evento no Brasil, com um povo genuinamente apaixonado por futebol, é uma conquista nacional. Os efeitos do torneio serão positivos para o Brasil em termos institucionais, financeiros e de infraestrutura. Teremos ainda maiores chances de conquistar o hexacampeonato. Ainda não sabemos se nossa seleção vencerá a Copa, mas já podemos dizer com segurança que o Brasil mostrará ao mundo a sua capacidade de realizar a Copa das Copas e, principalmente, que os brasileiros – todos eles – ganharão com a realização desse grande evento. Se há algum lugar do mundo onde faz sentido sediar a Copa do Mundo de Futebol, pela quantidade de torcedores apaixonados que virão a usufruir da infraestrutura esportiva por décadas e décadas, esse lugar é o Brasil.



[1] Financiamento aqui significa empréstimo, ou seja, o recurso é emprestado pelo Governo Federal aos Estados e Municípios, que aplicam nas obras e posteriormente quitam esses empréstimos com correção e juros.

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