<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Instituto Alvorada</title>
	<atom:link href="http://institutoalvorada.org/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://institutoalvorada.org</link>
	<description>Políticas Públicas para a alvorada de um novo século</description>
	<lastBuildDate>Sat, 19 May 2012 01:21:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>A Virtuosa Indução de Queda do Spread Bancário Brasileiro</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/a-virtuosa-inducao-de-queda-do-spread-bancario-brasileiro</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/a-virtuosa-inducao-de-queda-do-spread-bancario-brasileiro#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 May 2012 01:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vítor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque da home]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=906</guid>
		<description><![CDATA[Recentemente, a imprensa noticiou que os bancos federais Caixa e BB passaram a observar a orientação de baixar os custos – taxas de juros e de administração – de suas concessões de crédito. A medida busca facilitar o acesso ao crédito no Brasil como forma de aquecer a economia. Um outro efeito esperado é o de que os demais bancos, especialmente os privados, se vejam, por decorrência da competitividade, obrigados a baixar, a seu turno, seus custos para a concessão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, a imprensa noticiou que os bancos federais Caixa e BB passaram a observar a orientação de baixar os custos – taxas de juros e de administração – de suas concessões de crédito. A medida busca facilitar o acesso ao crédito no Brasil como forma de aquecer a economia. Um outro efeito esperado é o de que os demais bancos, especialmente os privados, se vejam, por decorrência da competitividade, obrigados a baixar, a seu turno, seus custos para a concessão de crédito.</p>
<p>Ante a estratégia de política econômica posta, pode-se questionar se ela não levaria os bancos federais e todo o sistema bancário à bancarrota. A problematização sobre a capacidade dos bancos assimilarem essa proposta de acirramento concorrencial soa como claramente exagerada, quando se constata que o spread bancário brasileiro é um dos mais altos do planeta. Tanto é assim que não houve quem se arriscasse por esse caminho, embora tenham tentado justificar o injustificável com ponderações sobre o risco de calote num país em desenvolvimento como causa para as obscenas taxas de spread. Nada justifica que os bancos nacionais, segundo se veicula na mídia, paguem cerca de 9% para captar os recursos no sistema e recebam cerca de 180% (a diferença entre tais percentuais se constitui no spread bancário). Com efeito, não há espaço algum para falar em bancarrota, mas em saudável realinhamento do sistema. Nesse sentido, é improvável que a Caixa esteja se excedendo na sua tática, ante os notórios lucros do sistema bancário nacional.</p>
<p>Nos resta a provocação criativa sobre que outras ideias de profilaxia econômica, política, social ou de gestão pública podem ser empreendidas com respeito às regras do sistema em que inseridas e, ao mesmo tempo, efetivamente indutoras. Sugestões?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/a-virtuosa-inducao-de-queda-do-spread-bancario-brasileiro/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Previdência e Justiça Social</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/previdencia-e-justica-socia</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/previdencia-e-justica-socia#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 May 2012 16:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Dubeux</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=891</guid>
		<description><![CDATA[A Presidenta Dilma sancionou nesta semana o Projeto de Lei 1992/2007, que institui a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais – FUNPRESP, concluindo, enfim, a Reforma da Previdência iniciada no governo Lula em 2003.
Trata-se de um dos mais importantes projetos legislativos do governo Dilma – talvez o mais. A iniciativa é extremamente positiva para o país e para os próprios servidores públicos de carreira, porque: 1) cria poupança de longo prazo; 2) reequilibra as contas do regime previdenciário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Presidenta Dilma sancionou nesta semana o Projeto de Lei 1992/2007, que institui a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais – FUNPRESP, concluindo, enfim, a Reforma da Previdência iniciada no governo Lula em 2003.</p>
<p style="text-align: left;">Trata-se de um dos mais importantes projetos legislativos do governo Dilma – talvez o mais. A iniciativa é extremamente positiva para o país e para os próprios servidores públicos de carreira, porque: 1) cria poupança de longo prazo; 2) reequilibra as contas do regime previdenciário dos servidores públicos; 3) aprimora a aposentadoria para servidores de carreira; e 4) contribui para a redução das desigualdades sociais.</p>
<p style="text-align: left;">Quando o então presidente Lula enviou ao Congresso a proposta de emenda à constituição para reformar a previdência, em 2003, ajudei a escrever um artigo defendendo a medida. Argumentava, então, que era injusto subsidiar a aposentadoria dos servidores públicos com 39 bi e subsidiar o regime dos trabalhadores privados com 17 bi (esses eram os valores divulgados dos respectivos déficits, à época), especialmente pelo número de beneficiados no setor público ser substancialmente menor do que o do setor privado.</p>
<p>Alegava ainda que, “mesmo reconhecendo o valor e a importância dos servidores públicos, é preciso reconhecer igualmente que as regras que disciplinam suas aposentadorias estabelecem – ainda que sem esta intenção – um programa de concentração de renda. O papel do Estado, após arrecadar tributos da parcela mais rica da população, deveria ser redistribuir o arrecadado para a população mais pobre. Inversamente, gastam-se valores descomedidos para subsidiar o sistema de previdência dos servidores, restando pouco para programas importantes como o Fome Zero, o Bolsa Escola, a Assistência Social.”</p>
<p>A situação não mudou muito de lá pra cá, porque a reforma estava inconclusa. Em verdade, agravou-se. Em 2012, foram R$ 56 bi de déficit no setor público para custear o benefício a cerca de 1 milhão de aposentados e pensionistas, a maior parte dos quais ganhando mais do que o teto do INSS de R$ 3.900,00. Trata-se de um subsídio simplesmente injusto. Para comparação, no regime do INSS, do setor privado, o déficit foi de 37 bi para custear 29 milhões de beneficiários, a maior parte dos quais com proventos de um salário mínimo. É verdade que a FUNPRESP não abrangerá a totalidade desse déficit do setor público, pois não alcançará os militares e os servidores do Distrito Federal, mas abarca a parcela mais importante e sinaliza o rumo.</p>
<p>Aliás, em comparações internacionais, os gastos com previdência no Brasil são desproporcionalmente elevados, especialmente se considerarmos que estamos em um país jovem. O Brasil gasta cerca de 13% do PIB com previdência, valor superior aos do Japão (9%), da Inglaterra (5%) e Canadá (5%), embora tenhamos uma população de idosos bem mais reduzida que esses países (taxa de 11%, enquanto que esses países têm taxa média de idosos em torno de 30%, considerando a relação entre pessoas com mais de 65 anos e trabalhadores em idade ativa).</p>
<p>Uma vez entrando em funcionamento a FUNPRESP, os servidores públicos passarão a ter um regime mais próximo ao dos trabalhadores do setor privado. Haverá o benefício definido, limitado ao mesmo teto do INSS, em torno de R$ 3.900,00. Quem quiser receber aposentadoria acima desse valor, deverá contribuir para a FUNPRESP, que fará a gestão desses recursos adicionais sob regime de capitalização, investindo em títulos e em projetos que garantam retorno aos integrantes do fundo.</p>
<p>A FUNPRESP caracterizará ainda assim um regime mais benéfico para os servidores do que os trabalhadores privados, porque o governo contribuirá com uma alíquota adicional de até 8,5% para a parcela acima do teto. Ou seja, se o servidor quiser contribuir com 5%, o poder público aportará outros 5%; se o servidor quiser contribuir com 8,5%, o poder público casará o mesmo valor; se quiser contribuir com 11%, aí sim o poder público só irá até 8,5%. Trata-se de regra similar à dos funcionários das estatais, como Banco do Brasil (Previ), Caixa Econômica (FUNCEF) e Petrobras (Petros), que têm experiências razoavelmente bem sucedidas com seus fundos de pensão. Os trabalhadores do setor privado só dispõem desse complemento do empregador se a empresa em que laboram optar por essa contribuição extra, já que não são obrigadas a isso.</p>
<p>Ao aproximar as regras do setor público com as do setor privado, teremos no longo prazo uma redução substancial do déficit do regime próprio dos servidores. Ele tende a se aproximar dos valores do INSS, que está razoavelmente sob equilíbrio (em verdade, os dados ainda negativos do INSS refletem subsídios concedidos a certas categorias, como trabalhadores rurais e microempreendedores, o que aproxima a previdência da assistência social nesses casos).</p>
<p>O custo de transição para o novo regime não será tão elevado. De fato, haverá redução do déficit no longo prazo, mas de imediato o que haverá é redução de receitas e aumento do déficit (os novos servidores só contribuirão até o teto de R$ 3.900,00, mas os atuais agentes públicos continuarão a se aposentar com valores acima do teto). A correção dependerá de uma troca geracional, mas estimativas de impacto não são tão significativas (no pico, em 2033, deve chegar a -0,1% do PIB, mas em 2069 passaríamos a ter um ganho de +0,39% do PIB).</p>
<p>O reequilíbrio das contas na previdência não é uma meta estabelecida por apego aos números. A redução dos gastos no setor significa abrir espaço no orçamento para ampliar investimentos em outras áreas mais necessitadas, incluindo educação, saúde e infraestrutura, e também para viabilizar a previdência no longo prazo.</p>
<p>É preciso notar o seguinte: os outros dois eixos da seguridade social (saúde e assistência) são custeados por impostos bancados por toda a sociedade, mas seus benefícios são concedidos a todos aqueles que precisam, independentemente de terem contribuído. Trata-se de legítima regra de solidariedade social. Mas a previdência, que constitui o terceiro eixo da seguridade social, é um regime que só beneficia aos que estão dentro do regime. Por essa razão, deve ser custeada por esse grupo, e não pelo conjunto da sociedade, especialmente aqueles que não são protegidos pela previdência social. A categoria dos “sem-previdência” (trabalhadores informais, desempregados, etc.) é justamente o setor mais carente da sociedade e o encargo de custear a previdência dos servidores não pode recair sobre ela. O projeto da FUNPRESP evitará a continuidade de um regime que, em última análise, fomenta a concentração de renda, repassando tributos bancados por todos para favorecer um grupo que, por mais importante que seja &#8211; e é -, recebe mais de R$ 3.900,00, isto é, mais de seis vezes o salário mínimo e mais do que o dobro da renda média nacional.</p>
<p>Outro aspecto importante é o fortalecimento da poupança de longo prazo do país, mediante a criação de um dos maiores fundos de previdência complementar do mundo. O Brasil tem hoje uma poupança baixa proporcionalmente ao PIB, em torno de 16%, enquanto que na China ela é superior a 40% e na Coreia do Sul é de 30% do PIB. A FUNPRESP será um grande fundo para investimentos no país (bem maior do que a PREVI) e deverá viabilizar investimentos de longo prazo &#8211; hoje quase limitados aos financiamentos do BNDES, embora sejam fundamentais para assegurar o crescimento econômico.</p>
<p>A criação de poupança de longo prazo deve inclusive ajudar as empresas brasileiras a tomar financiamentos no Brasil, e não no exterior, como ocorre hoje. Isso evita o endividamento externo excessivo da economia e o aumento da vulnerabilidade, afastando os fantasmas de crises no balanço de pagamentos, como os que já enfrentamos no passado.</p>
<p>Por fim, é preciso ressaltar que, ao contrário da avaliação a meu ver equivocada de alguns segmentos, o projeto é positivo até mesmo para os servidores de carreira. Como se sabe, o regime atual é de repartição simples: os servidores em atividade pagam para os que estão aposentados. O novo regime institui um sistema de capitalização para a parcela do salário superior a R$ 3.900. Isso significa que, em vez de pagar com esse valor diretamente os aposentados, essas quantias serão depositadas em contas individuais, sob gestão da FUNPRESP, e serão investidas em variadas atividades. Graças a essa capitalização, o dinheiro a ser recebido depois de décadas de contribuição será bem superior ao nominalmente depositado.</p>
<p>Não há como prever com exatidão o quanto haverá de rendimento – a aposentadoria, afinal, será de contribuição definida, e não de benefício definido. Entretanto, mesmo fazendo uso de estimativas conservadoras (bem abaixo das verificadas no mercado nos últimos anos), é possível verificar que os servidores de carreira, que contribuíram por anos para a FUNPRESP, poderão ter ganhos relevantes na aposentadoria. Com contas conservadoras (os cálculos levam em conta uma rentabilidade média de 5%, bem abaixo da média de 11,4% dos últimos 8 anos), é possível manter o valor dos maiores salários da carreira, ou mesmo ter aposentadorias superiores aos salários da ativa. Aqueles que ingressam no serviço público na faixa dos vinte e poucos anos poderão sair com salários até 150% do último salário líquido – o que hoje é impensável. Trata-se de privilegiar os servidores de carreira, e não os que ingressaram no serviço público já próximos à aposentadoria. Além disso, o regime permite flexibilidade maior ao servidor, que pode carregar consigo os valores capitalizados em caso de troca de emprego. Vale lembrar que o regime atual não traz garantia total aos servidores, já que ele está inviabilizado no longo prazo: a crise europeia mostra que é possível, inclusive, congelar ou mesmo baixar os valores previstos inicialmente para as aposentadorias no regime de repartição – o que não caberá no caso dos sistemas de capitalização.</p>
<p>A criação da FUNPRESP é, portanto, um projeto estrutural para o país. Com uma só tacada vamos  beneficiar os servidores de carreira, equilibrar as contas públicas, criar poupança para investimentos de longo prazo e ajudar a reduzir as desigualdades de renda.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/previdencia-e-justica-socia/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Domestic labour: The servant problem &#8211; The Economist</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/domestic-labour-the-servant-problem-the-economist</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/domestic-labour-the-servant-problem-the-economist#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 12:37:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Toscano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=887</guid>
		<description><![CDATA[
“THE cook was a good cook, as cooks go, and as cooks go, she went.” Saki’s epigram, from “Reginald on Besetting Sins”, has lasted well, but when it was published in 1904, readers would have felt not just its wit but its bite. This was the era of Britain’s “Servant Problem”: middle-class dinner parties buzzed not with school admissions and house prices but with the shortage of decent help, and its tendency to stalk off at the slightest provocation. (The [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>“THE cook was a good cook, as cooks go, and as cooks go, she went.” Saki’s epigram, from “Reginald on Besetting Sins”, has lasted well, but when it was published in 1904, readers would have felt not just its wit but its bite. This was the era of Britain’s “Servant Problem”: middle-class dinner parties buzzed not with school admissions and house prices but with the shortage of decent help, and its tendency to stalk off at the slightest provocation. (The cook in question drank, and “on a raw Wednesday morning, in a few ill-chosen words”, her mistress had said so to her face.)</p>
<p>Cooks always drank. “Too often tyrant, virago and frequently heavy drinker, all in one,” they get their own chapter in “The Servant Problem: An Attempt at its Solution”, published in 1899. The description of the problem—cases of “disease and deformity” caused by the “inefficiency and carelessness of nurses and nursemaids”, bold-faced girls in employment agencies with the cheek to question prospective employers about hours and perks—is more convincing than the solution: homes where ladies would be cared for by apprentice maids. Servants “have broken my spirit and ruined my health,” one friend tells the author, who went under the name of An Experienced Mistress. They are “necessary evils”, another moans.</p>
<p>Mistresses have always complained about servants: employment inevitably creates difficulties, but the relationship is trickier when the workplace is the employer’s home. The combination of physical proximity and class difference offers a wealth of dramatic possibilities, as the writers of novels and television programmes discovered long ago. “The Help”, a novel of black servants and white mistresses in the American south in the 1960s, has sold 5m copies and has spent more than 100 weeks on the <em>New York Times</em> bestseller list; this year “Downton Abbey”, a British soap based on relations between aristocrats and servants in a grand Yorkshire house, has gripped many millions around the world and garnered five Emmy awards. The drama is set around the time of World War I, when the servant problem was shifting the balance of power, and heightening tensions, between those above and below stairs.</p>
<p>In 1881 the British census had found 1.25m women, in round numbers, working in domestic service, by far the largest category of employed women. The demand for “skivvies”, or maids-of-all-work, went on rising for decades, as a newly created professional middle class looked for the servants their betters had always had. But the supply of uneducated village girls such households would have employed was drying up. From 1880 to 1918 the school-leaving age rose in stages from 10 to 14.</p>
<p>Meanwhile, new options were becoming available for working women, in shops, offices and factories. The first world war accelerated an already established trend. An estimated 2m women took jobs making munitions and replacing bus-drivers, postmen and all the other male workers sent to the front. Many left domestic service to do so—and some never returned to it. “The comfort of the rich depends upon an abundant supply of the poor,” Voltaire had written over a century earlier. By the early 20th century, the rich were getting the uncomfortable sense that the foundations of the social order were shifting.</p>
<p>Old-fashioned notions of the consecrating value of service were revived by an increasingly desperate upper class (Victorians had been fond of before-and-after illustrations of filthy ragamuffins rescued, body and soul, by being turned into neat little maids). Irish girls and orphans from institutions who half a century earlier would have had to settle for the “rough”—lugging coals and hot water around and the like—found themselves able to pick and choose. In 1912 in America, Christine Frederick argued in “The New Housekeeping” for servants to get overtime and bonuses for mastering new tasks—and to be granted the respect of an honorific. “How many good potential servants have become poor stenographers because of the odium of the name ‘Bridget’?” she asked rhetorically. But to no avail. On both sides of the Atlantic women continued to abandon other people’s sinks in droves.</p>
<p>The life of Virginia Woolf, from 1882 to 1941, bracketed the period of the Servant Problem. Her mother, Julia, had married in 1867 and set up home with cook, kitchenmaids, housemaid, parlourmaid, lady’s maid, nurse, nursemaid and gardener. Such a mistress was something akin, in the opening words of Mrs Beeton’s famous cookbook, to “the Commander of an army, or the leader of an enterprise”. But Woolf wanted to live the life of the mind, not to become manager of a medium-sized domestic business; and anyway, she would not have been able to find the staff.</p>
<p>Like others in the Bloomsbury group of intellectuals, Woolf was groping towards a new way to live: simpler and more self-reliant; befitting the writer of “A Room of One’s Own”. Alison Light’s book, “Mrs Woolf and the Servants”, uses Woolf’s novels, letters and diaries to document the transition, which was anything but smooth. Woolf abandoned the custom of dressing for dinner and learned to cook, and would sometimes end a letter to the effect of “must go and put the dinner on”, like some 1950s suburban housewife. In another mood she would strike a snobbish tone, using the word “housemaid” to describe people she disliked.</p>
<p>Woolf’s relationship with her few servants could be stormy. After one of many rows with a cook, Nellie Boxall, Woolf described her in her diary as a “mongrel” with a “timid spiteful servant mind”. Screaming matches with servants were “sordid” and “degrading”, she complained, and dealing with Nellie interrupted her writing. Such dramas were caused in part by swift, yet unrecognised, changes in social status: though Woolf wrote that she wanted to be cordial towards Nellie, she also expected Nellie to be obedient. Over and over again Nellie would beg to be kept on when Woolf threatened to sack her, only later to give notice and then withdraw it. But despite the emotional wear and tear, mistress could not imagine life without maid.</p>
<p>Well-off Britons like the Woolfs, steeped in the culture of service, took a long time to turn to technology to solve their problems. Refrigerators caught on a generation later than in America. It was the fall in the employment of servants that drove up demand for labour-saving devices, says Ms Light, not the other way around. The Woolfs only installed flushing toilets in their country house in 1926, when the increasing difficulty of finding a villager willing to slop out their chamber-pots and deal with the earth-closet in the garden forced change upon them.</p>
<p><strong>Servant Problem Redux</strong></p>
<p>Gaping income inequalities; limited education for the masses; a long tradition of domestic service: Brazil at the turn of the 21st century bore striking similarities to 1880s Britain. But in the past decade Brazil’s professional classes have burgeoned and a lower-middle class—25m new consumers—has sprung into being. Most Brazilian children now go to secondary school and the country’s north-east, long its poorest region, has become its fastest-growing.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><img title="" src="http://media.economist.com/sites/default/files/imagecache/290-width/images/print-edition/20111217_SEP002_0.jpg" alt="" width="290" height="377" /></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As a result, many maids from the north-east who migrated in past decades to the richer southern cities are downing dusters and heading home. Quite a few are mixing cement and driving forklift trucks on the big infrastructure projects peppered around the region. Research by IPEA, a government-funded think-tank, found that across Brazil the proportion of domestic staff aged over 30 rose from 57% to 73% of the total over the past decade. In the past four years the workforce in São Paulo’s metropolitan area rose by 11% and average wages by 8%. But the number of domestics fell by 4%—and their wages rose by 21%.</p>
<p>“The hunt for domestics”, screamed one of the cover stories in <em>Veja </em><em>São Paulo </em>this year. The mistresses interviewed by the weekly magazine, sold in Brazil’s biggest and richest city, expressed their frustration in words eerily similar to those used by Experienced Mistress’s friends more than a century earlier: it’s rare to find an honest maid; my motto is “bad with her; worse without her”; maids are paid enemies.</p>
<div>“The comfort of the rich depends upon an abundant supply of the poor,” wrote Voltaire</div>
<p>The servant problem is raging in Brazil. Margarida, a thirty-something mother-of-two back in São Paulo after four years abroad, tried out seven nannies in less than a year. The failures included women who lied about their previous experience, or their travel costs (which in Brazil must be reimbursed by the employer), or “sat on the sofa all day”, or rarely turned up. Then Daniela, who had previously worked as her maid, called and asked if she was looking for someone. “I jumped at the chance to have Daniela back,” says Margarida. “I’d lost out on three jobs because of being let down on child-care, and I loved her, she had been a friend.”</p>
<p>But Daniela walked out after three weeks, complaining that Margarida was watching her every move. “She had been working in a hotel and she wasn’t happy working back in someone else’s home,” says Margarida. “But she didn’t know that about herself. And I hadn’t understood either.” Margarida is now trying out her ninth nanny. “I’ve learned to turn a blind eye to things I don’t like. I know now I was expecting too much. I hadn’t realised how much Brazil had changed while we were away.”</p>
<p>Alzira hears the maid’s side of such stories every day. The second child of 11 and a native of Piauí in the north-east, she started work aged ten, cleaning, looking after children, and rearing chickens. In 1988, aged 21, she made the 2,000km trek to São Paulo in the hope of something better. A sewing-machinist until carpal-tunnel syndrome ended that job, then a door-to-door seller of cosmetics until her lack of both education and a car impeded her progress, she turned to domestic work in 2006. Since then she has been helping other natives of Piauí into similar jobs.</p>
<p>Increasingly, she is in the line of fire in an undeclared, unacknowledged running battle. Some maids make ridiculous demands, such as large loans from their mistresses (one wanted the air fare to visit her parents); some mistresses are simply too rude for anyone to stay, no matter how much they pay (among the worst, apparently, are those who used to be poor themselves). Nowadays Alzira gets more calls from would-be mistresses than would-be maids. “I feel sorry for some of them, they phone and beg.”</p>
<p>More and more, she says, Brazilian women would rather not work in other people’s homes. And maids quit more easily now than just a few years ago. She thinks many people look down on domestics, regarding them as “the dregs”. She knows maids who, in social situations, lie about what they do for a living. “For me this is as dignified as any other job—I do it to support my family. But not everyone feels like that. It’s typically black women who do this job, and prejudice still exists.”</p>
<p>Since Priscila Leite and Isabella Velletri set up Homestaff, a domestic-employment agency, three years ago, they have been contacted by 5,000 would-be mistresses and have been able to find staff for 650. Doing so is getting harder, says Ms Leite: at the moment they have one maid on their books for every 30 clients. Scarcity is, unsurprisingly, driving up wages: specialists in caring for newborns can make as much as 5,000 reais ($2,750) a month. The agency sometimes gets hate mail from enraged mistresses accusing them of talking prices up—“but we don’t make the market, we just follow the market.”</p>
<p>Clients often start by expecting to find a maid who, like the north-easterners who came to the city 30 or 40 years ago and worked all the time because they had left everything behind, will live in and take only every other weekend off. But today’s young women are unwilling to follow in their mothers’ footsteps. Those that do have their own homes to sleep in, and friends and families with whom to spend evenings and weekends. “Much of our work is opening people’s minds to reality,” says Ms Leite.</p>
<p>Older clients, particularly, expect to be able to pay low wages for a maid-of-all-work. They are quickly disabused, either by the agency (“we delicately point out that we abolished slavery in 1888”) or by their daughters who explain that maids are no longer willing to remain standing whenever in their employers’ presence, and that if they are insulted they will leave. Ms Leite tells of a couple with a small apartment who made up a bed for their new maid in the laundry area—next to the dog’s. They were surprised when she walked out.</p>
<p>Britain has passed through the servant problem that Brazil is now experiencing. So what can Britain tell Brazil of life on the other side? That service does not die, but is reborn in a different form.</p>
<p>According to Britain’s Office for National Statistics (ONS), household expenditure on domestic service hit a low point in 1978, since when it has quadrupled in real terms. It estimates there are as many domestic workers in London now as in Victorian times. But everything except the raw number has changed. Few live in employers’ houses nowadays; many are self-employed, providing specialist services such as dog-walking or oven-cleaning to multiple customers. More work in institutions such as nurseries, rather than in private homes. Some are well-qualified and earning good salaries: professional couples look for educated nannies with qualifications in first aid and the like, and pay accordingly. Not included in the ONS figures are the factory jobs that have replaced service jobs. Instead of employing housemaids and cooks, for instance, busy householders buy the output of workers chopping and bagging salads and cooking ready meals.</p>
<p>Even the most apparently anachronistic of servants, butlers and valets, survive, though with the same shift from living-in to self-employment. Rick Fink started work as an assistant steward in the Royal Navy in 1953, then became live-in butler to a retired naval commander with a rich wife, earning £10 a week. In 1985 he went freelance, working regularly for a handful of families who wanted help on special occasions such as formal dinners and shooting weekends. In 2002 he opened his own butler-valet school to teach the traditional skills of service. His pupils are male and female, around two-thirds sent on the course by their employers, including yacht-owners, aristocrats both British and foreign and the global <em>nouveaux riches</em>. The other third pay their own way in the hope of making as much as £300 a day freelancing, or £70,000-80,000 a year full-time.</p>
<p>In Brazil babysitting services and child-friendly dining venues, unnecessary when the maid lives in, will start to boom. Clothes shops will start selling the drip-dry, non-iron stuff they flog in the rich world. Dry-cleaning and ironing services should benefit too. Schools will have to shape up: even the priciest private ones offer part-time education—with no guarantee that siblings get offered the same shift—meaning that families often have to shell out for both school fees and a nanny who works full-time. Men might even start to take up some of the slack: “my husband changed our children’s nappies,” says Ms Leite of Homestaff, “and friends thought that made him the world’s best father.”</p>
<p>Ready meals will become more popular: Brazilians still cook most meals from scratch, even though the country has some of the world’s biggest food-processing companies, which export their tins and sachets to America and Europe. Fine dining at home will largely disappear. “For the 4,000 reais a month a really good cook now costs, you could eat out ten times in São Paulo’s fanciest restaurants,” says Ms Leite. Many Brazilian mansions have no hot water in the kitchen, and there are <em>paulistanos</em> who time-share helicopters but do not own a dishwasher. That will change when getting congealed fat off pans stops being someone else’s job.</p>
<p>While the demand for service survives the Servant Problem, standards of housekeeping also tend to fall. Work famously expands to fill the time available, but that is even truer of domestic work than other sorts. Bridget Anderson of Oxford University’s Centre on Migration, Policy and Society recalls receiving the results of a questionnaire administered to domestic employers in a number of different countries, which asked what the staff spent their time doing. She was intrigued to discover that maids in Italy spent a great deal of time dusting ceilings. “I had never even thought of dusting a ceiling,” she says. “But then I looked up at mine—and they were very dusty.”</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/domestic-labour-the-servant-problem-the-economist/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma filosofia para o sistema educacional brasileiro?</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/uma-filosofia-para-o-sistema-educacional-brasileiro</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/uma-filosofia-para-o-sistema-educacional-brasileiro#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 22:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Veiga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=878</guid>
		<description><![CDATA[Li uma entrevista muito interessante no “O Globo” com o autor do livro “Finish Lessons: what can the world learn from educational change in Finland” – Lições finais: o que o mundo pode aprender com a mudança educacional na Finlândia. Não li o livro – ainda – mas a partir da entrevista é possível ter algumas idéias. A Finlândia é o terceiro colocado no PISA, prova realizada pela OCDE em 65 países.
Segundo o autor, a principal lição da Finlândia é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li uma entrevista muito interessante no “O Globo” com o autor do livro “Finish Lessons: what can the world learn from educational change in Finland” – Lições finais: o que o mundo pode aprender com a mudança educacional na Finlândia. Não li o livro – ainda – mas a partir da entrevista é possível ter algumas idéias. A Finlândia é o terceiro colocado no PISA, prova realizada pela OCDE em 65 países.</p>
<p>Segundo o autor, a principal lição da Finlândia é o contraponto que ela representa ao modelo americano e inglês, também utilizado em muitos outros países, notadamente as políticas regidas pelo mercado, testar professores e estudantes o que levou a direcionar os currículos e aumentar o tédio das escolas.</p>
<p>E também que não existe mágica. Segundo ele, o que a Finlândia fez foi, na década de 70, criar o sistema de ensino obrigatório de 9 anos. A partir de então, todas as crianças passaram a estudar em escolas públicas parecidas e de acordo com o mesmo currículo nacional. O foco finlandês foi igualar a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade e elevar o nível educacional da educação. Não foi guiada pelo sucesso escolar e, sim, pela democratização do acesso a escolas de qualidade.</p>
<p>Esta colocação, se implementada nesta direção, tem um sentido muito forte. Na Finlândia, por exemplo, com a filosofia da democratização, jamais um sistema escolar como o brasileiro das décadas passadas seria considerado de boa qualidade ao pecar tão fortemente no quesito igualdade de acesso (quantas vezes já escutamos: “antigamente, a escola pública era boa”?). Um sistema educacional para poucos, mesmo que estes poucos aprendam muito, seria um sistema de baixa qualidade nesta filosofia.</p>
<p>Não se trata apenas de palavras, mas de escolhas feitas por um país ao longo do tempo, decisões tomadas diariamente no sentido da democratização do acesso que levaram ao resultado que se encontra hoje. O Brasil tem o hábito – observável em diversas políticas públicas – de ter o discurso adequado, mas as decisões em outra linha, gerando uma esquizofrenia de difícil combate porque fica implícito. Por exemplo, 10 em 10 pessoas responderiam sim à pergunta: é importante ter um professor valorizado? No entanto, a implementação do Piso Nacional dos Professores enfrentou e ainda enfrenta sérias dificuldades, com diversas greves e lutas para assegurar o direito. Isso porque o piso é apenas o primeiro passo na aproximação da carreira de professor às demais carreiras de ensino superior.</p>
<p>Segundo o autor, o resultado atual da Finlândia teve na origem o comprometimento da sociedade finlandesa pela igualdade de acesso à educação. Partiram do pressuposto que a Finlândia, com 5 milhões de habitantes, não pode se dar ao luxo de perder um jovem sequer. O Brasil, em suas fissuras internas provocadas por uma desigualdade descomunal, permite-se perder milhões deles todos os anos.</p>
<p>Continuando em sua análise, o autor afirma que um dos pontos fortes do sistema finlandês é o foco nas escolas, de maneira que elas possam ajudar as crianças a ter sucesso; uma educação primária de qualidade; e a formação de professores em universidades de ponta.</p>
<p>A diferença de escala entre Brasil e Finlândia é um ponto a se considerar. Mas como ele mesmo disse, a pergunta que deve ser feita é o que se deve aprender com a experiência finlandesa, não reproduzir. Eles têm o privilégio de poder controlar a qualidade dos professores na entrada e depois garantir que só os melhores e mais comprometidos serão aceitos. O Brasil, hoje, ainda tem uma insuficiência de professores em algumas áreas e não faltam apenas professores: começam a faltar engenheiros, economistas, arquitetos – demais profissionais demandados no processo de crescimento do país. As dificuldades, pois, são muito grandes, o que não deve impedir o Brasil de buscar uma linha de transformação que eleve à profissão de professor ao status que goza na Finlândia.</p>
<p>Neste ponto, sempre me lembro de uma passagem de uma pesquisa com jovens brasileiros e sua relação com a profissão de professor e uma menina de uns oito anos, ao ser rechaçada por seu pai quando disse que queria ser professora, questiona: como meu pai quer que eu tenha bons professores, que o país tenha bons professores se ele não quer que sua própria filha seja professora? Mais um exemplo da distância que separa o discurso da prática quando o assunto é educação.</p>
<p>Na Finlândia, segundo o autor, a profissão de professor é uma das mais disputadas. Há dez vezes mais candidatos para programas de formação de docentes para a educação infantil do que vagas nas universidades.</p>
<p>Por fim, o autor diz o que muitos têm dito: a tecnologia não é uma panaceia, é uma ferramenta que ajuda, mas é apenas isso. A pedagogia entre pessoas ainda é o foco.</p>
<p>Comparar Brasil e Finlândia chega a ser uma temeridade, tamanha a disparidade entre os dois países, a escala e o nível de esforço necessário para atingir os mesmos resultados. No entanto, o Brasil pode, sim, inspirar-se em sua filosofia – não se dar ao de “perder” mais nenhuma criança -  e coloca-la como o guia das decisões cotidianas dos gestores públicos nos diversos níveis, dos professores, dos diretores de escola, dos pais, dos partidos políticos, etc. Se não há mágica, o que resta é o árduo trabalho diário, o infinito conjunto das decisões diárias que podem ou não nos levar ao lugar que almejamos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/uma-filosofia-para-o-sistema-educacional-brasileiro/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Por que falar tanto em educação infantil?</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/por-que-falar-tanto-em-educacao-infantil</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/por-que-falar-tanto-em-educacao-infantil#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 22:06:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daienne Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=867</guid>
		<description><![CDATA[Interessante o post de Jonah Lehrer intitulado “Does preschool matter?” publicado no site Wired.com. Apoiando-se nos trabalhos de pesquisadores das áreas da economia e da psicologia, o texto evidencia porque a educação infantil importa, e muito, para alavancar as chances das crianças se tornarem adultos bem-sucedidos social e profissionalmente.
Em síntese, James Heckam, que foi agraciado com um Nobel em economia pelos métodos que desenvolveu para estudar programas sociais e de educação, acompanhou por décadas a trajetória familiar, social e profissional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante o <em>post</em> de Jonah Lehrer intitulado <em>“Does preschool matter?”</em> publicado no <em>site</em> Wired.com. Apoiando-se nos trabalhos de pesquisadores das áreas da economia e da psicologia, o texto evidencia porque a educação infantil importa, e muito, para alavancar as chances das crianças se tornarem adultos bem-sucedidos social e profissionalmente.</p>
<p>Em síntese, James Heckam, que foi agraciado com um Nobel em economia pelos métodos que desenvolveu para estudar programas sociais e de educação, acompanhou por décadas a trajetória familiar, social e profissional de 123 pessoas vindas de famílias pobres afro-americanas que, aos três anos de idade, foram divididas em dois grupos: um que frequentou a escola durante os anos de educação infantil e outro que não o fez. Os resultados mais recentes indicam que, aos 40 anos de idade, os adultos do primeiro grupo tiveram melhores notas ao longo da vida e são menos dependentes de programas sociais.</p>
<p>Os trabalhos de Elliot Tucker-Drob na área da psicologia, por sua vez, buscaram avaliar e mensurar a influência da genética e do ambiente familiar sobre o desenvolvimento cognitivo das crianças. Observou-se que fatores do ambiente familiar contaram muito para aquelas que não frequentaram a escola nos primeiros anos da infância e não contaram tanto para as que frequentaram. O ambiente de estímulos cognitivos que as crianças tiveram na escola teria sido suficiente para substituir ambientes pouco estimulantes no lar. Nessa trilha, um sistema de educação infantil de qualidade poderia reduzir as desigualdades das condições de aprendizado que as crianças têm em casa em função da escolaridade e da renda da família.</p>
<p>O livro “Aprendizagem Infantil – Uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva”, publicado em outubro de 2011 pela Academia Brasileira de Ciências, vai na linha que foi dito por Heckman e Tucker-Drob. Coordenado por Aloísio Araújo, economista da FGV, o livro reúne artigos de pesquisadores das áreas mencionadas no seu título (inclusive de Heckman), que abordam o tema de forma multidisciplinar.</p>
<p>Baseando-se nas premissas de que: parte considerável do desenvolvimento cerebral se dá entre o pré-natal e os primeiros anos da infância; diferenças no rendimento cognitivo constatadas nos primeiros anos das crianças em função da diferença de escolaridade da mãe podem se manter durante o restante da trajetória educacional; creches de baixa qualidade não têm resultado significativo no desempenho educacional posterior, a obra defende para o caso brasileiro que a intervenção para estimular a aprendizagem das crianças seja feita o mais cedo possível; que é preciso aumentar consideravelmente o acesso às creches públicas e que elas devem ser de qualidade – não apenas locais em que as crianças passem o dia, mas espaços em que elas possam desenvolver seu potencial.</p>
<p>Apesar dos avanços que tivemos nos últimos anos em educação, dados da PNAD (2009) dão conta que o percentual de educandos que aos 15 anos concluiu o ensino fundamental é de apenas 47,6%. Além de políticas para melhorar a qualidade nessa etapa de ensino, assegurar acesso e qualidade à etapa anterior, a da educação infantil, parece imprescindível à luz desses estudos.</p>
<p>Considerando que a taxa frequência de crianças entre 0 e 3 anos à escola era de apenas 18,4% em 2009 (PNAD, IBGE) &#8211; e que dentre as crianças das famílias mais pobres, esse número era de somente 12,2% &#8211; o Brasil terá de acelerar o passo para “turbinar” a educação infantil.</p>
<p>O livro “Aprendizagem Infantil – Uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva” está disponível em <a href="http://epge.fgv.br/conferencias/ece2011/files/Aprendizagem-Infantil.pdf">http://epge.fgv.br/conferencias/ece2011/files/Aprendizagem-Infantil.pdf</a></p>
<p>O artigo “<em>Does preschool matter</em>?” está disponível em <a href="http://www.wired.com/wiredscience/2012/03/does-preschool-matter/">http://www.wired.com/wiredscience/2012/03/does-preschool-matter/</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/por-que-falar-tanto-em-educacao-infantil/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conhecereis a verdade&#8230;</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/conhecereis-a-verdade</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/conhecereis-a-verdade#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 01:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Pontual</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[direito à verdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=840</guid>
		<description><![CDATA[&#8230; e a verdade vos libertará. O célebre trecho do evangelho de João representa uma filosofia do cristianismo que também é encontrada nos livros e crenças  de outras religiões. No livro do profeta Isaias, integrante da Torá judaica, escreveu-se que “com a verdade se fará justiça”. O Corão reforça aos muçulmanos a não esconderem a verdade se a souberem. No hinduísmo, a verdade é o que não conseguimos ver, mas devemos buscar como forma de alcançar um estágio superior. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; e a verdade vos libertará. O célebre trecho do evangelho de João representa uma filosofia do cristianismo que também é encontrada nos livros e crenças  de outras religiões. No livro do profeta Isaias, integrante da Torá judaica, escreveu-se que “com a verdade se fará justiça”. O Corão reforça aos muçulmanos a não esconderem a verdade se a souberem. No hinduísmo, a verdade é o que não conseguimos ver, mas devemos buscar como forma de alcançar um estágio superior. O budismo elenca as “quatro nobre verdades”, referentes à natureza, origem e cessação do sofrimento, sendo a quarta o caminho para a cessação do sofrimento.</p>
<p>O interessante dessas visões é que a verdade é vista, no contexto de cada fé, como um instrumento, uma ferramenta importante para a libertação, justiça ou superação. Não surpreende, portanto, que no mundo secular tenha sido delineado o direito à verdade como um direito humano fundamental.</p>
<p>Como direito humano, o direito à verdade é mais específico que sua contraparte mais famosa, o direito à informação, este último claramente explicitado no Art. 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A estruturação do direito à verdade surge a partir da peculiar dificuldade de se conseguir descrever os procedimentos e excessos de regimes opressores para sua sustentação, medidas que se caracterizam por violações de direitos humanos, desde suspensões de direitos até graves crimes contra a humanidade.</p>
<p>De fato, o direito à verdade pressupõe não só conhecer as práticas de graves violações de direitos humanos, mas também conhecer as vítimas e, via de regra, o destino de muitas dessas vítimas – o desaparecimento forçado é uma das graves condutas violadoras de direitos cuja rejeição se encontra codificada em tratado internacional específico.</p>
<p>Assim, o que levou a Organização das Nações Unidas a instituir, em dezembro de 2010, o dia 24 de março como o <em><a title="Dia do Direito à Verdade" href="http://www.un.org/en/events/righttotruthday/" target="_blank">dia internacional do direito à verdade</a> </em>não foram filosofias religiosas, mas a importância e a força de um direito que está intimamente relacionado com o propósito nuclear dos direitos humanos, de respeito à dignidade humana. Explico: o direito à verdade traduz, e mantém nos dias de hoje, a mesma força presente naquele 10 de dezembro de 1948, após o fim de 2<sup>a</sup> guerra mundial, com o assustador conhecimento do que fora o holocausto: a ideia de que há práticas hediondas que são absolutamente intoleráveis, mas que, se cometidas, devem ser conhecidas, com o propósito de buscar que nunca mais ocorram.</p>
<p>Nesses 60 anos que se passaram, muitos outros governos cometeram graves violações que, por merecerem o termo atrocidades, não cabem em escala de comparação entre si. Mas, qualquer que tenha sido a escala, a humanidade tem aprendido a não varrer a sujeira para debaixo do tapete: a pesquisadora Priscilla Hayner, autora do livro “<em>Unspeakable Truths</em>”, já catalogou cerca de 40 comissões formadas desde 1974 que atuaram em 35 países do continente americano, da Europa, Ásia, África e Oceania.</p>
<p>Tais comissões, que aos poucos passaram a ser referidas internacionalmente como Comissões da Verdade – as mais recentes sendo de fato batizadas dessa forma, com algumas variações – tiveram atuação focada e exclusiva em pesquisa documental e escuta de testemunhos, com duração média entre 2 e 3 anos. Segundo Hayner, o objetivo que caracteriza uma Comissão da Verdade é “<strong><span style="color: #000000;">estabelecer um registro preciso do passado de um país, esclarecer eventos, e levantar a manta de silêncio e negação de um período polêmico e doloroso da história</span></strong>”.</p>
<p>A autora destaca cinco Comissões da Verdade: da África do Sul, uma das mais conhecidas, da Guatemala, do Peru, do Timor Leste e de Marrocos. Outras comissões também mencionadas como merecedoras de atenção são duas da Alemanha que, de 1992 a 1994 e depois, de 1995 a 1998, se debruçaram sobre os 40 anos de governo da Alemanha Oriental; duas do Chile, que, entre 1990 e 1991 e 2003 e 2005, investigaram a ditadura de Pinochet de 1973 a 1990 e outras de Sierra Leone, Haiti, Coréia do Sul, Paraguai, Quênia, dentre outros países.</p>
<p>Em setembro de 2011, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas criou a função de Relator Especial para a “promoção da verdade, justiça, reparação e garantia de não-recorrência”, que terá como atribuição apoiar os países na garantia do Direito à Verdade. As razões que embasaram a <a title="Resolução Relator Especial Direito à Verdade" href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/RESOLUTION/GEN/G11/166/33/PDF/G1116633.pdf?OpenElement" target="_blank">ONU</a> mencionam explicitamente que as graves violações de direitos humanos precisam ser avaliadas, compreendidos os seus contextos específicos, com o objetivo de prevenir a recorrência de crises e futuras violações de direitos humanos,  e garantir a coesão social, inclusão e reconciliação nacional, incluindo ajudar a restaurar confiança nas instituições do estado e promover o estado de direito.</p>
<p>Assim, o direito à verdade refere-se à uma intenção da humanidade em deixar evidentes os seus erros mais sombrios. A data escolhida homenageia particularmente o Arcebispo Oscar Romero, assassinado em El Salvador em 24 de março de 1980. Com este mote, retomemos a citação bíblica: a verdade nos liberta do nosso passado para que possamos melhorar as chances de vivermos um presente são. Conhecer a verdade das coisas mais nefastas e hediondas que a humanidade é capaz de realizar, e exibi-las para todos, aprendê-las na escola, ler sobre elas, não é cobrar dívidas expiradas do passado, mas sim exatamente o oposto: é um investimento no nosso futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/conhecereis-a-verdade/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A “Cura Gay” no congresso</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/a-cura-gay-no-congresso</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/a-cura-gay-no-congresso#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 17:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Instituto Alvorada</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=834</guid>
		<description><![CDATA[Na lembrança de Alan Turing (1912-1954)
É comum que se afirme a política como a arte do diálogo: o jogo de ceder para ganhar, a coragem de construir pontes por sobre o dissenso. Mas é preciso recordar que a boa política também pressupõe a tomada de posições duras e, em alguns casos, inflexíveis. Afinal, há pontos que não são negociáveis.
Há uma semana, a bancada evangélica do Congresso Nacional apresentou duas proposições legislativas cujo objetivo é legitimar o procedimento intitulado de “cura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Na lembrança de Alan Turing (1912-1954)</p>
<p>É comum que se afirme a política como a arte do diálogo: o jogo de ceder para ganhar, a coragem de construir pontes por sobre o dissenso. Mas é preciso recordar que a boa política também pressupõe a tomada de posições duras e, em alguns casos, inflexíveis. Afinal, há pontos que não são negociáveis.</p>
<p>Há uma semana, a bancada evangélica do Congresso Nacional apresentou duas proposições legislativas cujo objetivo é legitimar o procedimento intitulado de “cura gay”. Trata-se, em resumo, de permitir que psicólogos possam oferecer aos seus pacientes a possibilidade de transformação de personalidade que os faça heterossexuais. A prática, obviamente, é vedada pelo Conselho Federal de Psicologia.</p>
<p>As propostas conservadoras revelam a “coragem” de segmentos reacionários da sociedade, devidamente representados no Parlamento, de vocalizarem posições inaceitáveis em sociedades que se consideram minimamente civilizadas. Ao mesmo tempo em que o Brasil assiste a significativas conquistas sociais e econômicas, é possível que estejamos vivenciando um movimento de estagnação ou recuo de conquistas civilizatórias. A forte mobilidade social vivenciada na ultima década parece ter trazido consigo consequências ainda não mensuradas, fruto da situação de uma nova classe media que, repentinamente incluída socialmente e agora com reais possibilidades de participação democrática, acaba capturada por segmentos que representam a antítese do significado mais amplo da palavra “inclusão”.</p>
<p>O preconceito e o ódio são a essência do movimento que defende a “cura gay”. Desde a concepção básica que enquadra a homoafetividade como doença, até a defesa de um método psicológico agressivo que promete alterar radicalmente a personalidade de um indivíduo. Herdeira da castração química que desfigurou e atormentou homens inocentes durante todo o século XX, a “cura gay” é mais um capítulo da história de violência pública e aberta contra os homossexuais. E por isso é simplesmente intolerável.</p>
<p>É paradoxal e tristemente irônico que sejam atores com crenças religiosas e cristãs a iniciarem uma mobilização persecutória – parece que esquecem a história do cristianismo – e resolvam, em um ato político, buscar reverter o que o acúmulo científico de anos dos profissionais que estudam e continuamente lidam com a psique humana já descartaram há décadas como um erro torpe.</p>
<p>A primeira atitude que devemos adotar, portanto, é exigir que os partidos políticos se posicionem publicamente contra as proposições legislativas, bem como uma declaração oficial do governo nesse mesmo sentido. Por outro lado, é necessário acompanhar a movimentação dessas proposições no Congresso Nacional. Apesar da baixa probabilidade de sua aprovação, é preciso fiscalizar quais parlamentares estão atuando contra e a favor em sua tramitação, para separarmos o joio do trigo nas próximas eleições.</p>
<p>A grande dificuldade para que isso aconteça é a força da bancada evangélica, que mobiliza diretamente milhares de fiéis/eleitores a cada eleição. Mas o país não pode ficar refém de um segmento político tão retrógrado e agressivo. Especialmente quando seus representantes cruzam a linha do tolerável ao propor disparates perigosos como a “cura gay”.</p>
<p>Se nos mantivermos inertes diante desse absurdo, que há muito já ultrapassou o limite do razoável, talvez estejamos abrindo espaço para recuos ainda mais “sofisticados”, como a submissão de gênero, a revitalização de formas sutis de escravidão, ou a estigmatização pela terra natal – todos de alguma maneira presentes na bíblia. Difícil não recorrer a Bobbio, quando afirmava que devemos ser intolerantes com os intolerantes. Esse é o momento para uma resposta política: hesitar é aceitar o risco de um inaceitável regresso do país aos padrões morais da idade média.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/a-cura-gay-no-congresso/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Trabalho em massa</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/trabalho-em-massa</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/trabalho-em-massa#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 19:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Toscano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque da home]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=829</guid>
		<description><![CDATA[O mundo assiste a fenômenos interessantes no mundo do trabalho: enquanto o nível de desemprego em alguns países desenvolvidos começa a atingir patamares preocupantes, milhões de asiáticos adentram o mundo do emprego formal. Há quem defenda que os fenômenos estão intrinsecamente correlacionados, já que a disparidade do custo da mão de obra afeta radicalmente a competitividade dos países. 
Se isso for verdade, os problemas tendem a ser maiores, uma vez que ainda há uma larga margem para inclusão de mão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo assiste a fenômenos interessantes no mundo do trabalho: enquanto o nível de desemprego em alguns países desenvolvidos começa a atingir patamares preocupantes, milhões de asiáticos adentram o mundo do emprego formal. Há quem defenda que os fenômenos estão intrinsecamente correlacionados, já que a disparidade do custo da mão de obra afeta radicalmente a competitividade dos países. </p>
<p>Se isso for verdade, os problemas tendem a ser maiores, uma vez que ainda há uma larga margem para inclusão de mão de obra no mercado de trabalho de países como China, Índia e outros países do leste e sudeste asiático. Claro que é imperativo incluir essa massa populacional no sistema de emprego formal e, portanto, na dinâmica básica de participação na renda. O dilema é fazer isso sem precarizar a situação do trabalhador em outros países com níveis mais elevados de proteção laboral.</p>
<p>Muito bonito falar isso, mas como fazê-lo? Não tenho a solução, apenas lanço a questão. Por agora, sei apenas que elevar ainda mais barreiras à circulação internacional de pessoas ou adotar medidas protecionistas não parece ser uma boa solução.  </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/trabalho-em-massa/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Brasil na nova balança??</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/o-brasil-na-nova-balanca</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/o-brasil-na-nova-balanca#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 23:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Veiga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=816</guid>
		<description><![CDATA[Não sou especialista em Relações Internacionais, Comércio Exterior, acompanho superficialmente o tema, apesar de me interessar no assunto. Mesmo assim, causa-me estranheza e um certo incômodo quando leio alguns artigos na linha do que foi escrito pelo jornalista Sérgio Malbergier, que parecem querer pegar uma brecha e colocar na minha cabeça uma idéia que de tanto ser batida, eu acabe considerando verdade.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/1052273-o-brasil-na-nova-balanca.shtml
O primeiro fato que me chamou atenção no texto já é logo no começo. O leitor é levado a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou especialista em Relações Internacionais, Comércio Exterior, acompanho superficialmente o tema, apesar de me interessar no assunto. Mesmo assim, causa-me estranheza e um certo incômodo quando leio alguns artigos na linha do que foi escrito pelo jornalista Sérgio Malbergier, que parecem querer pegar uma brecha e colocar na minha cabeça uma idéia que de tanto ser batida, eu acabe considerando verdade.</p>
<p><a title="O Brasil na nova balança" href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/1052273-o-brasil-na-nova-balanca.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/1052273-o-brasil-na-nova-balanca.shtml</a></p>
<p>O primeiro fato que me chamou atenção no texto já é logo no começo. O leitor é levado a se confundir em relação à posição brasileira na votação da Resolução da ONU condenando a ditadura Síria. O texto critica a diplomacia brasileira por se alinhar aos países como Bolívia, Belarus, China, Coréia do Norte, Cuba, Equador, Irã, Nicarágua, Rússia, Síria, Venezuela, Zimbábue, que votaram contra a referida Resolução.</p>
<p>Qual foi a posição brasileira neste ponto? O Brasil votou a favor, mas, só posso deduzir que o autor pensa que deve ter errado na hora de votar, pois como está alinhado a estes países, não faria sentido ir contra.</p>
<p>Após esta introdução, ele descreve brevemente novas linhas da diplomacia americana e chega ao ponto central de seu texto (ou será o outro, a proposta de aliança firme com os EUA?): na miríade de oportunidades que se abre ao Brasil, o país escolheu o lado dos pobres. “Mas o Brasil, diante de tantas oportunidades, parece ter precocemente feito a opção pelos mais pobres. Nossa diplomacia insiste em nos situar entre os países menos desenvolvidos econômica e politicamente como se fosse essa nossa identidade inescapável. E, pior, uma via excludente.”.</p>
<p>Deste ponto em diante, fiquei aguardando os argumentos em defesa da tese de que o Brasil está privilegiando um tipo de relação em exclusão a outro tipo que seria mais benéfica ao país. Um argumento, por exemplo, seria uma forte contração no comércio internacional brasileiro com países que estão sendo excluídos; a contração de investimentos diretos estrangeiros por dificuldades nas relações entre os países; a dificuldade dos cidadãos comuns em viagens a estes países e o contrário; grandes controvérsias em temas discutidos internacionalmente devido simplesmente a incompatibilidade entre os países. Poderia pensar em diversos outros fatos que, se comprovados, serviriam de argumento em defesa deste ponto. Mas não, os argumentos não vieram, embora em uma leitura superficial pode-se enxerga-los.</p>
<p>O autor joga com a plateia que já tem uma ideia formada na mesma linha que ele defende, o que o exime da necessidade de argumentar. Basta dizer: “Exemplos não faltam” e citar um ou outro ponto. Ele cita a ida de Dilma a Cuba e sua fala em relação à Guantánamo (supus que fosse esta declaração de Dilma a que ele se referia). Apesar de não concordar com as violações aos direitos humanos em Cuba e também não concordar com as violações aos direitos humanos realizados na prisão de Guantánamo, não vejo na ida de Dilma a Cuba e na citação que ela faz de Guantánamo um alinhamento com os “atrasados” e a exclusão das relações com os EUA. As relações com os EUA vão muito bem, obrigado.</p>
<p>Outro ponto é a recusa insistente, segundo ele, do Brasil de entrar na OCDE. Gostaria de ver a proposta de adesão para entender o que significa, em termos práticos, ser integrante da OCDE. O que sei é que o Brasil colabora fortemente com a OCDE, participando em diversas de suas ações.</p>
<p>Também gostaria de ver os “acordos comerciais potencialmente valiosos” (para quem?) que o Brasil está deixando de assinar em detrimento de outros. Analisando superficialmente os dados do comércio exterior brasileiro com os EUA, as exportações aumentaram 350% e as importações 470% de 2003 para cá (dados MDIC  -<a href="http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&amp;menu=3385&amp;refr=576">http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&amp;menu=3385&amp;refr=576</a>). Onde está o distanciamento com os EUA?</p>
<p>E ao final, após toda a análise de que a política externa brasileira está se alinhando ao que há de mais retrógrado no mundo, ele propõe uma aliança firme com o que, suponho, seja o que há de mais avançado no mundo, os EUA. Os argumentos utilizados em defesa desta aliança utilizados pelo autor é que para mim, são risíveis: “A população brasileira certamente aprovaria maior aproximação com os EUA. Os brasileiros já promovem essa aproximação de fato, ao viajarem em massa para as cidades americanas e voltarem com tudo o que podem comprar. E ao fazerem a festa dos corretores de imóveis de cidades como Nova York e Miami. É para lá que queremos ir, não para Pequim, Moscou, Johanesburgo ou Nova Déli, os destinos preferidos do Itamaraty, que pelo menos tirou Teerã desse novo circuito Elizabeth Arden”.</p>
<p>Quer me dizer então que toda este texto, essa crítica a política externa brasileira, é para propor uma aliança firme com os EUA deveria ser feita porque nós enchemos nossas malas de roupas de marca e eletrônicos, que aqui custam mais caro, quando viajamos para lá? Ok, fui reducionista e talvez até sem caráter, quem sabe me igualando ao autor &#8211; imagino que ele nem ninguém responderia sim a esta pergunta.</p>
<p>Realmente me parecem objetivos bem estratégicos para uma nação que, segundo o próprio autor, pelo seu porte &#8211; “gigante atlântico, pacífico, democrático, capitalista, rico, potência energética, alimentar e mineral, um grande e crescente mercado consumidor&#8230;” – deveria pensar grande.</p>
<p>À tempo: tenho muita vontade de conhecer Pequim, Moscou, Johanesburgo, Nova Déli, assim como Nova York, Miami, Washington, etc. E sim, provavelmente vou primeiro a estes últimos que aos primeiros e certamente encherei minha mala de coisas que não preciso, mas que lá custam a metade do preço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Brasil na nova balança</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SÉRGIO MALBERGIER</strong></p>
<p><strong>DE SÃO PAULO</strong></p>
<p>Bolívia, Belarus, China, Coréia do Norte, Cuba, Equador, Irã, Nicarágua, Rússia, Síria, Venezuela, Zimbábue.</p>
<p>O que esses países têm em comum? Que bloco é esse?</p>
<p>É o bloco, bloquinho, do atraso que votou contra resolução da Assembleia Geral da ONU neste mês condenando a ditadura síria pela sangrenta, cruel e indiscriminada repressão aos protestos por democracia no país, resolução que acabou aprovada por ampla maioria de 137 países, incluindo o Brasil.</p>
<p>China e Rússia haviam vetado no Conselho de Segurança da ONU medida semelhante condenando a ditadura Assad. Por isso a aprovação maciça na Assembleia Geral só fez ampliar a percepção do isolamento de Pequim e Moscou nessa questão e reforçar dúvidas sobre a capacidade de liderança global desses países no mundo mais aberto e iluminado do século 21.</p>
<p>Esse lado escuro de China e Rússia assusta seus vizinhos, que buscam cada vez mais alianças com os EUA e o Ocidente para se protegerem. Já os EUA, depois da onda antiamericana pós-Guerra do Iraque, melhoram sua imagem global por causa da simpatia que seu presidente, Barack Obama, projeta e por causa da nova suavidade de sua diplomacia, que chegou a adotar o lema &#8220;liderar da retaguarda&#8221;, o oposto da Doutrina Bush.</p>
<p>Uma suavidade alicerçada firmemente na ainda insuperável capacidade militar americana. Mesmo com os cortes anunciados por Obama, os gastos dos EUA com defesa devem ser cinco vezes o que a China gasta hoje e mais do que a combinação de gastos dos próximos dez países mais gastadores no setor.</p>
<p>Mas se a superioridade militar americana parece inabalável no curto prazo, a crise econômica de 2008 revelou uma nova fraqueza dos ricos e uma nova força dos emergentes.</p>
<p>É um mundo por isso mais fragmentado, mas também mais interdependente, que trará novas oportunidades de alianças para todos e certamente muitas para o Brasil: gigante atlântico, pacífico, democrático, capitalista, rico, potência energética, alimentar e mineral, um grande e crescente mercado consumidor&#8230;</p>
<p>Mas o Brasil, diante de tantas oportunidades, parece ter precocemente feito a opção pelos mais pobres. Nossa diplomacia insiste em nos situar entre os países menos desenvolvidos econômica e politicamente como se fosse essa nossa identidade inescapável. E, pior, uma via excludente.</p>
<p>Exemplos não faltam de exclusão desnecessária: A presidente Dilma Rousseff vai a Cuba e para defender a indefensável ditadura dos Castro nos direitos humanos ataca gratuitamente a democracia americana. O Brasil recusa convites insistentes para entrar na OCDE, grupo de países mais desenvolvidos que já inclui Turquia e México, enquanto outros países anseiam em participar. Negociações de acordos comerciais potencialmente valiosos com Europa e América do Norte vão para a gaveta enquanto o Brasil cria rapidamente associações sem foco prático como o Ibas (com África do Sul e Índia) e o BRICS (com Rússia, China e os dois do Ibas).</p>
<p>Precisamos ainda nos opor a Washington para nos firmarmos como potência regional e voz global? Essa oposição é cada vez mais uma forma ideológica e imatura de afirmação global quando há uma enorme oportunidade de fazer justamente o contrário, agora que a arrogância americana em relação à América Latina diminuiu.</p>
<p>Uma aliança firme com os EUA pode amplificar nossas forças, transformar as Américas num espaço mais democrático, capitalista e próspero num momento em que o chavismo (que apoiou vergonhosamente o banho de sangue na Síria e espalha o autoritarismo pelo continente) dá sinais de fraqueza nunca vistos, ameaçado por uma oposição que elegeu Lula como modelo.</p>
<p>A população brasileira certamente aprovaria maior aproximação com os EUA. Os brasileiros já promovem essa aproximação de fato, ao viajarem em massa para as cidades americanas e voltarem com tudo o que podem comprar. E ao fazerem a festa dos corretores de imóveis de cidades como Nova York e Miami. É para lá que queremos ir, não para Pequim, Moscou, Johanesburgo ou Nova Déli, os destinos preferidos do Itamaraty, que pelo menos tirou Teerã desse novo circuito Elizabeth Arden.</p>
<p>No início de século 21, o Brasil ganhou peso suficiente para afetar de forma sensível a nova balança de poder mundial. Só podemos ficar do lado que estivemos na votação da Síria, do lado das aspirações democráticas do novo mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/o-brasil-na-nova-balanca/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Origem das patentes nos EUA</title>
		<link>http://institutoalvorada.org/origem-das-patentes-nos-eua</link>
		<comments>http://institutoalvorada.org/origem-das-patentes-nos-eua#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 18:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Dubeux</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://institutoalvorada.org/?p=800</guid>
		<description><![CDATA[Saíram os dados de 2011 sobre as patentes registradas no escritório norte-americano de propriedade industrial, o USPTO. Embora as estatísticas sobre propriedade industrial possam ser examinadas sob várias perspectivas (pedidos em cada país, pedidos via OMPI, etc.), o dado sobre patentes no USPTO é dos mais relevantes, já que invenções com real impacto econômico tendem a ser registradas no escritório norte-americano por se tratar, ainda, da maior economia mundial.
As patentes originadas no Brasil subiram de 175 em 2010 para 215 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saíram os dados de 2011 sobre as patentes registradas no escritório norte-americano de propriedade industrial, o USPTO. Embora as estatísticas sobre propriedade industrial possam ser examinadas sob várias perspectivas (pedidos em cada país, pedidos via OMPI, etc.), o dado sobre patentes no USPTO é dos mais relevantes, já que invenções com real impacto econômico tendem a ser registradas no escritório norte-americano por se tratar, ainda, da maior economia mundial.</p>
<p>As patentes originadas no Brasil subiram de 175 em 2010 para 215 em 2011 (aumento de 23%). Não é um mal resultado, mas dá uma sensação de que podemos muito mais quando comparamos o nosso indicador com o da Coreia do Sul: o &#8220;tigre asiático&#8221; alcançou 12.262 patentes em 2011, superando as 11.671 de 2010 (conquanto, em termos proporcionais, o acréscimo tenha sido de apenas 5%).</p>
<p>Não custa lembrar que, em 1980, os brasileiros registraram 24 patentes no USPTO, enquanto que os coreanos obtiveram apenas 8 consignações.</p>
<p>Vejam a lista completa de patentes de invenção com origem brasileira registradas no escritório norte-americano, ano a ano a partir de 1980:</p>
<table summary="This table, A1-1a, presents the number of patent grants originating from a state, country, and group of countries&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;<br />
	as distributed by the year of patent grant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;<br />
	Annual counts and total counts of patent grants&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;<br />
	are presented for each state, country, and group of countries." border="1" frame="Box" rules="all" cellspacing="0" cellpadding="2"><br />
<tbody>
<tr>
<td>24</td>
<td>23</td>
<td>27</td>
<td>19</td>
<td>20</td>
<td>30</td>
<td>27</td>
<td>34</td>
<td>29</td>
<td>36</td>
<td>41</td>
<td>62</td>
<td>40</td>
<td>57</td>
<td>60</td>
<td>63</td>
<td>63</td>
<td>62</td>
<td>74</td>
<td>91</td>
<td>98</td>
<td>110</td>
<td>96</td>
<td>130</td>
<td>106</td>
<td>77</td>
<td>121</td>
<td>90</td>
<td>101</td>
<td>103</td>
<td>175</td>
<td>215</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eis agora o retrato da evolução das invenções com origem na Coreia do Sul registradas nos EUA:</p>
<table summary="This table, A1-1a, presents the number of patent grants originating from a state, country, and group of countries&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;<br />
	as distributed by the year of patent grant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;<br />
	Annual counts and total counts of patent grants&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;<br />
	are presented for each state, country, and group of countries." border="1" frame="Box" rules="all" cellspacing="0" cellpadding="2"><br />
<tbody>
<tr>
<td>8</td>
<td>17</td>
<td>14</td>
<td>26</td>
<td>30</td>
<td>41</td>
<td>46</td>
<td>84</td>
<td>96</td>
<td>159</td>
<td>225</td>
<td>405</td>
<td>538</td>
<td>779</td>
<td>943</td>
<td>1161</td>
<td>1493</td>
<td>1891</td>
<td>3259</td>
<td>3562</td>
<td>3314</td>
<td>3538</td>
<td>3786</td>
<td>3944</td>
<td>4428</td>
<td>4352</td>
<td>5908</td>
<td>6295</td>
<td>7548</td>
<td>8762</td>
<td>11671</td>
<td>12262</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>A situação se torna ainda mais curiosa quando comparamos os registros de patentes com os de publicação científica em periódicos indexados. Coreia e Brasil figuram, respectivamente, em 12 e 13 no ranking dos países com maior número de publicações.</p>
<p>Já que a produção científica é parecida, o que justifica, então, tamanha disparidade na produção de tecnologias para o setor produtivo?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://institutoalvorada.org/origem-das-patentes-nos-eua/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- WP Super Cache is installed but broken. The path to wp-cache-phase1.php in wp-content/advanced-cache.php must be fixed! -->
