Notícia publicada na Folha Online ainda nesta manhã informa que Obama propõe orçamento recorde para a área de defesa. Boa parte dos gastos está ligada diretamente à manutenção dos focos de atuação do exército americano, isto é, Iraque, Afeganistão e Paquistão. Outra parcela considerável é destinada ao desenvolvimento e à aquisição de equipamento bélico mais moderno.

A reportagem também informa que Barack Obama tentou cortar programas de pesquisa e de aquisição de material bélico, mas o congresso americano reintroduziu-os no orçamento. Isso ocorre num momento em que o déficit orçamentário dos Estados Unidos atinge um volume alarmante, sendo motivo de profunda preocupação para os analistas econômicos e políticos estadunidenses.

Ocorre, ainda, após um ano em que uma parte da opinião pública americana contestou duramente a intervenção estatal no sistema financeiro e a criação de um sistema público de saúde. Segundo os republicanos radicais de plantão, o governo de Obama quer controlar a vida das pessoas. Mas parece que ninguém se assusta com os US$ 708 bilhões que o estado americano gasta com as forças armadas…

Isso nos dá uma idéia do poder do complexo industrial-militar americano, que não pode ser enfrentado nem por um presidente pacifista.