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12.02.2012 | 16:27

Origem das patentes nos EUA

Publicado por na categoria Ciência e TecnologiaEconomia

Saíram os dados de 2011 sobre as patentes registradas no escritório norte-americano de propriedade industrial, o USPTO. Embora as estatísticas sobre propriedade industrial possam ser examinadas sob várias perspectivas (pedidos em cada país, pedidos via OMPI, etc.), o dado sobre patentes no USPTO é dos mais relevantes, já que invenções com real impacto econômico tendem a ser registradas no escritório norte-americano por se tratar, ainda, da maior economia mundial.

As patentes originadas no Brasil subiram de 175 em 2010 para 215 em 2011 (aumento de 23%). Não é um mal resultado, mas dá uma sensação de que podemos muito mais quando comparamos o nosso indicador com o da Coreia do Sul: o “tigre asiático” alcançou 12.262 patentes em 2011, superando as 11.671 de 2010 (conquanto, em termos proporcionais, o acréscimo tenha sido de apenas 5%).

Não custa lembrar que, em 1980, os brasileiros registraram 24 patentes no USPTO, enquanto que os coreanos obtiveram apenas 8 consignações.

Vejam a lista completa de patentes de invenção com origem brasileira registradas no escritório norte-americano, ano a ano a partir de 1980:


24 23 27 19 20 30 27 34 29 36 41 62 40 57 60 63 63 62 74 91 98 110 96 130 106 77 121 90 101 103 175 215

 

Eis agora o retrato da evolução das invenções com origem na Coreia do Sul registradas nos EUA:


8 17 14 26 30 41 46 84 96 159 225 405 538 779 943 1161 1493 1891 3259 3562 3314 3538 3786 3944 4428 4352 5908 6295 7548 8762 11671 12262

 

A situação se torna ainda mais curiosa quando comparamos os registros de patentes com os de publicação científica em periódicos indexados. Coreia e Brasil figuram, respectivamente, em 12 e 13 no ranking dos países com maior número de publicações.

Já que a produção científica é parecida, o que justifica, então, tamanha disparidade na produção de tecnologias para o setor produtivo?

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Um comentário

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  1. Anonymous comentou em 13.02.2012

    Mesmo com um nível razoável de publicações, o Brasil tem posição bem medíocre no volume de citações dos trabalhos publicados. Isso pode refletir as barreiras linguísticas, mas também pode ser um sinal de que estamos produzindo muita coisa inútil. Sendo assim, nem na ciência nossa posição chega a ser cômoda.

    Mas, obviamente, o que incomoda é a geração de tecnologia. Há anos ouve-se o blá-blá-blá da interação universidade-empresa, mas os esforços concretos para que isso ocorra parecem pífios. Não basta editar um marco legal e depois dormir em berço esplêndido. Na China, por exemplo, boa parte da grandes empresas são “spin-off” de universidades! Precisamos melhorar nossa política tecnológica, ou entraremos para a história como o país que resolveu ser “o rei do gado” no século XXI.

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