Caros leitores e amigos, volto das férias prolongadas que tirei do blog. Apesar de ter escrito, em colaboração com R. Dubeux, o texto sobre o aniversário do Diário A-Ponte, meu último post próprio data de 24 de dezembro de 2007. Em outras palavras, desde o ano passado não escrevi nada de novo…

Nesse meio tempo, pensei em dezenas de assuntos para comentar no meu primeiro texto de 2008, mas acabei sem me decidir por um deles. Já que não tenho nada de específico para escrever, tecerei alguns breves comentários sobre as novidades que nos traz o ano novo. Tudo leva a crer que 2008 será um ano de grandes definições. Claro, há sempre o risco de que essas definições não sejam tão grandes assim, ou mesmo de não haver definição nenhuma – mas fiquemos com as expectativas.

Começo com a crise econômica que o mundo está enfrentando neste exato momento. Ainda modestas, as turbulências no mercado financeiro podem acabar se agravando e ajustes na economia americana podem desenhar um quadro de recessão global. Se isso vier a acontecer, o Brasil terá o seu quinhão de sofrimento garantido, por mais que esteja razoavelmente “descolado” da economia americana, como dizem os analistas do mercado.

O segundo evento que atravessará 2008 de cabo a rabo (perdoem-me pela expressão os mais pudicos) é a eleição presidencial americana, que já está pegando. A escolha do presidente americano tem impacto no resto do mundo e a eleição promete ser disputada. Por ora, esperamos a definição dos candidatos democrata e republicano, únicos com chances reais de vitória. Do lado democrata, partido mais cotado para vencer, vêm as grandes novidades: Obama, que pode ser o primeiro negro a comandar os EE.UU., e Hillary, que pode ser a primeira mulher a fazê-lo. Confesso minha maior simpatia por Obama, que tem um discurso mais ousado e com ar renovador.

O terceiro ponto, adentrando em assuntos exclusivamente tupiniquins, é a eleição municipal. Ademais de sua importância própria, o pleito será determinante para a consolidação das forças políticas que se enfrentarão em 2010. É a nossa prévia, tão singular e dispendiosa.

Por fim, as olimpíadas da China. Não me refiro à beleza do esporte, às maravilhas do mundo atlético: deixo essas baboseiras para os comentaristas da tevê. Quero é chamar atenção para o espetáculo que irá nos oferecer o país que cresce 13% ao ano, enquanto o resto do mundo se precipita em recessão. Os jogos, mais uma vez, servirão como prova de força política para um país em ascensão.

Enfim, teremos um ano bem animado e cheio de bons artigos no A-Ponte.